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Novidades | 26/07/2010
Operadoras em alerta para evitar "apagão" do celular

Diante do desafio de não deixar faltar números na telefonia celular - de acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) as combinações possíveis devem se esgotar em dois anos - as operadoras do setor entram em alerta para intensificar o reaproveitamento de números abandonados pelos usuários. Estima-se que hoje estes números cheguem a 4,2 milhões e possam dar um fôlego de seis meses a uma ano ao setor. Hoje, o País tem 185 milhões de linhas habilitadas, sendo que destas, 26 milhões estão sob a área do código 11. Ou seja, capital e Grande São Paulo, primeira região que poderá ser afetada pela escassez de combinações.

A Anatel já fez consulta pública sobre o assunto e realiza estudos na tentativa de evitar o "apagão".Até março, a agência estimava que havia 4,8 milhões de códigos em quarentena e 4,2 milhões na cadeia logística das operadoras (ou seja inativos ou disponíveis nas lojas das teles). No total, segundo a Anatel, os códigos atribuídos totalizam aproximadamente 35 milhões e sobrariam apenas dois milhões a serem usados no futuro.

Atualmente, estima-se que é possível gerar 40 milhões de códigos (números) na região, porém, apenas 37 milhões estão disponíveis para o acesso ao Serviço Móvel Pessoal (SMP). Isso ocorre porque 2 milhões estão destinados ao Serviço Móvel Especializado (SME) e 1 milhão deles têm combinação 90, o que confunde com o código das chamadas a cobrar e, por isso, não podem ser utilizados pelas companhias na oferta aos usuários.

Líder do segmento de telefonia móvel, a Vivo já vê como uma das suas prioridades busca por uma solução de baixo custo e já trabalha pelo reaproveitamento das numerações "perdidas", contou ao DCI o presidente da empresa, Roberto Lima: "Estamos preocupados com essa questão, por isso, temos de aproveitar a numeração que foi abandonada", disse ele, que ressaltou o fato da medida não substituir a necessidade de se fazer estudos para uma solução definitiva. "Eventualmente terá de se fazer estudos sobre o aumento dos dígitos", diz. Para se reutilizar um número, segundo ele, a empresa espera por um prazo médio de seis meses, para evitar que o novo usuário receba chamadas do antigo usuário da linha. "Vamos fazer um acompanhamento melhor daqueles clientes que abandonaram o sistema e não tem a intenção de utilizar o número". De acordo com Lima, "isso pode dar um fôlego extra, se a gente for eficiente no reaproveitamento desses números", até que se encontre uma solução.

A TIM, terceira maior do setor, aposta no crescimento da base de clientes em localidades como São Paulo e Rio de Janeiro, consideradas com alto grau de penetração do serviço. "E, caso haja uma maior disponibilidade de numeração, certamente o mercado paulista pode se desenvolver ainda mais rápido", disse operadora em comunicado.

Solução

Na opinião de especialistas, a proposta da agência reguladora não reflete uma solução definitiva para o problema, uma vez que em pouco mais de cinco anos após a implantação dos novos números, o setor verá o assunto bater novamente a porta, com a possível escassez de combinações em outras capitais.

Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp), João Moura, a solução para o problema pode ser alcançada com uma codificação diferente para o uso de máquinas, por exemplo. Isso acontece pelo fato de sistemas de segurança, máquinas de cartão de crédito e outros aparelhos utilizarem números e concorrerem com os usuários domésticos. "A grande explosão de demanda por números está em outros acessos, por isso, temos de pensar em uma solução que não prejudique nem as empresas e nem os usuários".

Moura também ressaltou a importância de se evitar a ociosidade no sistema, com números sem reaproveitamento por muito tempo, por exemplo. "Acredito que o recurso não é bem utilizado, pois o sistema ainda vê ociosidade", disse ele que completa. "Cabe a Anatel estimular essa limpeza e eles precisam fazer com que isso ocorra de forma mais organizada", afirmou o presidente da TelComp ao DCI.

Para o engenheiro de telecomunicações Eduardo Tude, da consultoria Teleco, é fundamental que o órgão regulador bata o martelo em cima de uma solução, o quanto antes. "O mercado não pode trabalhar dessa maneira. A gente precisa ter folga de numeração, porque, imagine um cliente dentro da loja não comprar o celular porque falta número?".

As operadoras de telefonia celular iniciaram corrida para evitar um apagão, por falta de números, na habilitação de novas linhas na região do código 11, que inclui a cidade de São Paulo e sua região metropolitana. De acordo com a Anatel, as combinações possíveis devem se esgotar em dois anos, o que coloca em alerta as operadoras, que devem intensificar o reaproveitamento de números abandonados por usuários.

Hoje, o País tem 185 milhões de linhas habilitadas, das quais 26 milhões estão na área que deve ser a primeira afetada pelo problema - a do código 11. Estima-se que os números em desuso cheguem a 4,2 milhões e possam dar um fôlego de seis meses a um ano às operadoras.

Na operadora Vivo, a maior do setor, a tendência é buscar soluções que venham a evitar um problema futuro de falta de números para serem habilitados. "O reaproveitamento dos números poderá ser intensificado", disse ao DCI o presidente da empresa, Roberto Lima.

Atualmente estima-se que é possível gerar combinações com 40 milhões de códigos (números) tanto para a cidade de São Paulo como para a região metropolitana, mas apenas 37 milhões destes números estariam disponíveis para o usuário final; os demais números estariam destinados a outras operações, como a telefonia via rádio.

Segundo o presidente executivo da Associação Brasileira das Prestadoras de Serviços de Telecomunicações Competitivas (TelComp), João Moura, a solução para o problema pode ser alcançada com uma codificação diferente para o uso de máquinas, por exemplo.

Fonte:Jornal DCI

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