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Novidades | 27/07/2010
Kodak e Fujifilm divisam no Brasil espaço para inovação

A norte-amerciana Kodak e a japonesa Fujifilm comemoram a adaptação do mercado brasileiro às novas tecnologias digitais. Depois de décadas utilizando a tecnologia tradicional de máquinas fotográficas e filmes, empresas e consumidores nacionais começaram a adotar máquinas digitais a partir de 2003.

"A grande transformação foi sair de uma tecnologia convencional e implantar o modelo digital", afirma o diretor-geral da Kodak para a região do Cone Sul, Gilberto Farias. Segundo ele, o reposicionamento da companhia exigiu investimento global e local que chegou a US$ 3 bilhões.

A mudança não tirou a companhia da sua colocação dentre os maiores players globais. "Nessa mudança, localmente a empresa ampliou a sua presença na área comercial [ou gráfica], que hoje oferece soluções de impressão para, por exemplo, bancos [na área de captação de imagens, como microfilmagem de cheques]. A empresa oferece, ainda, soluções para a impressão de embalagens, revistas e livros", afirma Farias.

Ao priorizar os negócios com outras companhias, a Kodak tem contabilizado crescimento nas vendas. "Na área gráfica, crescemos 30% neste semestre, em comparação com o mesmo período de 2009", diz o diretor.

O Brasil é uma das regiões de interesse da Kodak mundial.

O diretor da empresa conta que está instalada no País uma fábrica que atende, de Manaus, todo o Cone Sul. "A Kodak reconhece a importância do mercado latino-americano, que se encontra em franca expansão para a indústria de impressão e mantém seu foco no desenvolvimento e estímulo do relacionamento com os clientes nesta região", diz Farias,

O Brasil desponta como uma zona de grande interesse para a Kodak. "Entre os integrantes do BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China], o Brasil, a China e a Índia têm um papel de destaque na Kodak", explica Farias. Ele acrescenta ainda que "estão previstos investimentos para ampliar a unidade fabril da empresa em Manaus".

Em relação às câmeras digitais, a Kodak vê nos consumidores brasileiros interesse em comprar uma segunda máquina, mais potente: "Estamos trazendo para o mercado nacional a câmara à prova de água, com mais recursos", diz o diretor.

Concorrência

A japonesa Fujifilm seguiu a mesma trajetória da Kodak para transformar a sua atuação no Brasil e no mundo. Segundo o gerente nacional de Vendas da empresa, Sérgio Takayama, durante a transformação do mercado a empresa não chegou a perder espaço, pois ela apostou nas câmeras digitais e conseguiu manter o seu ritmo de crescimento de cerca de 5% ao ano. "Menos no ano passado, quando não realizamos lucro, mas também não tivemos prejuízo", diz ele.

A transformação do mercado foi difícil, segundo o executivo da Fujifilm. De acordo com ele, muitas lojas fecharam e só o lojista que investiu na nova tecnologia digital conseguiu manter o seu negócio. "Hoje é oferecida ao consumidor uma grande variedade de produtos que vão desde a foto impressa, passam pelo foto-álbum até as mais digitalizadas", dizTakayama. Para 2010, a Fujifilm vê crescimento nos seus negócios que deve atingir 8%.

A Fujifilm tem duas fábricas no Brasil, nos Estados de São Paulo e Amazonas.

"A ideia da empresa é acrescentar duas linhas na produção de máquinas fotográficas digitais em unidade de Manaus, a partir de outubro, para atender a demanda que irá surgir com o Natal", afirma Takayama.

Como a Kodak, a Fujifilm atenderá o comprador na sua segunda máquina digital, mais potente. E vai, como a concorrente, oferecer máquinas à prova de água."Temos máquinas que são mais resistentes inclusive à areia da praia", explica o gerente.

História

Fundada em 1878, a Kodak se instalou no Brasil em 1920. No mundo, a ela é a maior empresa em soluções de imagem (captura, tratamento e compartilhamento), e sua atuação nesta área vem crescendo constantemente.

A Fujifilm chegou em 1958 ao Brasil, país escolhido para abrigar sua primeira filial fora do Japão.

Tanto a Kodak como a Fujifilm atuam na área de diagnóstico médico.

A norte-amerciana Kodak e a japonesa Fujifilm comemoram a adaptação do mercado brasileiro às novas tecnologias digitais. "A grande transformação foi sair de uma tecnologia convencional e implantar o modelo digital", afirma o diretor-geral da Kodak para a região do Cone Sul, Gilberto Farias. Segundo ele, o reposicionamento da companhia exigiu investimento global e local que chegou a US$ 3 bilhões.

A mudança não tirou a companhia da sua colocação dentre os maiores players globais. "Nessa mudança, localmente a empresa ampliou sua presença na área comercial [ou gráfica], que hoje oferece soluções de impressão para, por exemplo, bancos [na área de captação de imagens, como microfilmagem de cheques]."

A japonesa Fujifilm seguiu a mesma trajetória da Kodak para transformar sua atuação no Brasil e no mundo. Segundo o gerente nacional de Vendas da empresa, Sérgio Takayama, durante a transformação do mercado a empresa não chegou a perder espaço, pois ela apostou nas câmeras digitais e conseguiu manter o seu ritmo de crescimento de cerca de 5% ao ano. "Exceto no ano passado, quando não realizamos lucro, mas também não tivemos prejuízo", diz ele. Em 2010, os negócios devem crescer 8%.

Fonte:Jornal DCI

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