Novidades | 27/07/2010
Itaú BBA passa ao 1º lugar em renda variável
Ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostra uma alteração nas posições nas operações de renda variável no primeiro semestre. O Itaú BBA saltou do 3º para o 1º lugar com a participação de 23,7% nesse segmento. Ao todo, o banco movimentou R$ 3,18 bilhões. O antigo líder, o BTG Pactual movimentou R$ 2,51 bilhões. Ambos fizeram 9 operações. A segunda colocação foi do Credit Suisse que com 8 operações movimentou R$ 2,709 bilhões.
Segundo a entidade, no consolidado dos títulos de renda fixa, a liderança do período do Banco do Brasil, com a venda de R$ 5,51 bilhões em títulos de dívida. O segundo lugar foi do Bradesco BBI, com R$ 4,478 bilhões.
Atores de mercado acreditam que o efeito da emissão da Petrobras, prevista para este ano, pode impactar nas ofertas públicas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) e nas outras operações de renda variável. "O fator de equilíbrio, que podemos traduzir como felicidade do mercado e dos investidores, pende apenas para o investidor. A Júlio Simões foi o último IPO do mercado. As oscilações de humor do mercado externo também contribuíram para isto", disse uma fonte ao DCI. Contudo, a fonte acredita que as operações com títulos externos devam continuar fortes.
Outra fonte analisou que novos IPOs só devem acontecer no Brasil depois da oferta da Petrobras. "Os investidores serão mais seletivos com as emissões. Um caso interessante pode ser o IPO do Magazine Luiza, oportunidade para entrar no forte varejo brasileiro. Quem está fora quer entrar."
No mercado de renda fixa, a história deve ser um pouco diferente, afirmou um analista, para quem empresas sem muita expressão internacional buscam o dinheiro nacional. "As empresas preferem moeda local para fechar os balanços. Outras moedas servem para diversificar operações."
Segundo a fonte, o mercado de renda fixa não está suscetível a rumores da economia americana, chinesa ou europeia. "Muitos fundos nacionais buscam debêntures. Os bônus ficam para o mercado internacional."
De acordo com ele, cerca de dois terços das emissões das empresas são de debêntures. Ele acredita em grandes disputas entre os primeiros colocados do ranking da Anbima por estas empresas. "Elas buscam o alongamento de prazos e arrolamento de dívida. A outra parte do dinheiro é usada para investimentos. É preciso preço atrativo para chamar investidores. O mercado está aquecido e deve continuar assim até ano que vem", analisou.
Estratégia
O diretor da área de mercado de capitais do BTG Pactual Fábio Nazari, disse que o mercado brasileiro tanto de renda fixa como de variável chegou a um ponto de maturidade. Contudo, ele vê muito espaço para empresas de médio porte. "Muitas companhias estão emergindo. Elas não estavam no radar dos investidores. Ainda é um mercado imaturo. Vamos olhar essas empresas para pegar as operações de IPO."
Recentemente o diretor presidente da Bolsa, Edemir Pinto, disse que é possível colocar mais 200 empresas em cinco anos na Bovespa. Nazari concorda com o presidente da Bolsa e diz que as empresas "botaram a cabeça fora da água. É saudável diversificar."
A estratégia do banco para renda fixa, de acordo com Nazari, foi trazer um novo executivo para área. "Tem muita companhia que cresceu que precisa de dinheiro para pagar dívidas. Também queremos as operações."
O Bradesco BBI, que, segundo a Anbima saltou da 5ª colocação há 12 meses para a 4ª, enxerga amadurecimento do mercado e sinergia do banco com a agenda empresarial. O diretor do Bradesco BBI Fabio Mentone disse ao DCI que o banco consegue se posiciona bem tanto em renda fixa como variável e também espera fortalecer as posições. "O Bradesco BBI conquistou espaço de bancos que estavam a mais tempo no mercado" , ressalta.
Quando analisa o mercado de renda variável, o executivo acredita que em 2009 o primeiro semestre foi fraco, mas o fechamento do ano foi positivo. Ele ressaltou que os números foram atrapalhados pela crise. "Este ano acontece o contrário: primeiro semestre forte, mas se desacelerando com as incertezas sobre EUA e Europa no 2º semestre."
Ranking da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostra um domínio dos bancos nacionais no mercado de capitais no primeiro semestre do ano. O Itaú BBA saltou do 3º para o 1º lugar com a participação de 23,7% em renda variável. Ao todo, o banco movimentou R$ 3,18 bilhões. O antigo líder, o BTG Pactual, movimentou R$ 2,51 bilhões. Na renda fixa, a liderança é do Banco do Brasil, com R$ 5,51 bilhões em títulos, seguido pelo Bradesco BBI, com R$ 4,478 bilhões.
Fonte:Jornal DCI
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