Novidades | 28/07/2010
Inflação baixa e Selic menor do que o esperado seguram juros
Em sequência ao movimento visto na segunda-feira, os juros futuros prosseguiram em baixa consistente ontem, ajustando-se à percepção de que o cenário de inflação é favorável ao encurtamento do ciclo de aperto da Selic, como sinalizado pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na semana passada ao reduzir o ritmo de elevação da taxa de juros.
Ao término da negociação normal da BM&F, o vencimento de depósito interfinanceiro (DI) de outubro de 2010 (153.610 contratos negociados) caía de 10,75% no ajuste de segunda-feira para 10,725%; o DI de janeiro de 2011 (560.635 contratos negociados) cedia a 10,84%, de 10,89% no dia anterior; o DI janeiro de 2012 (266.025 contratos negociados) recuava de 11,61% para 11,54%; e o DI de janeiro de 2014 (13.680 contratos negociados) projetava 11,92%, de 11,95%.
O mercado tem tentado se antecipar ao que deve ser a ata do Copom na quinta-feira, em que os diretores, para justificar a redução no compasso de alta da taxa básica, devem apresentar um quadro prospectivo mais sereno para os preços. Essa percepção tem sido reforçada pelos resultados da coleta diária da FGV, que reproduz a metodologia utilizada no cálculo do IPCA. Segundo operadores, o levantamento teria mostrado ampliação da deflação no chamado "IPCA ponta". O mercado tem alimentado, ainda, a expectativa de que o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que é um indicador antecedente do PIB, dê novos sinais de acomodação em junho e em julho. Em maio, o índice ficou em 139,55, número que revela estabilidade em comparação com o mês de abril, quando ficou em 139,58, considerando os dados dessazonalizados.
Além disso, o otimismo externo visto na segunda-feira se esvaiu com mais dados fracos da economia dos EUA, levando o investidor a precificar ainda mais um quadro frágil para a recuperação global. O que o mercado parece ter sentido ontem foi a persistência da deterioração da confiança do consumidor. A pesquisa do Conference Board mostrou que o índice caiu para 50,4 neste mês, do número revisado de 54,3 em junho. A leitura de julho foi a mais baixa desde os 46,4 alcançados em fevereiro e foi menor do que a estimativa de 50,8.
Fonte:Jornal DCI
[ Voltar para Página Principal ]