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Novidades | 28/07/2010
Margens de Cielo e Redecard devem cair com novas regras

Embora a competição total no mercado doméstico de cartões tenha começado apenas no dia 1º deste mês, Cielo e Redecard, as maiores redes de credenciamento do País, devem acusar os efeitos da concorrência mais acirrada já nos resultados do segundo trimestre.

De acordo com analistas do setor, as companhias devem experimentar pressão nas margens devido aos esforços para tentar fidelizar lojistas por meio de gastos maiores com publicidade, promoções e descontos no aluguel das máquinas usadas para processar pagamento de compras (POS).

"Acreditamos que ambas as companhias reportarão um crescimento significativo das despesas, enquanto preparam sua estrutura para maior competição", comentaram os analistas Carlos Firetti e Rafael Frade, em relatório da Bradesco Corretora. A projeção da Bradesco Corretora é que os custos operacionais de abril a junho tenham crescido 10% no caso da Cielo, e 12% no da Redecard, em relação ao trimestre imediatamente anterior.

Desde a chegada ao mercado da terceira competidora no setor, a GetNet em parceria com o Santander Brasil, em abril, as duas gigantes, que reinaram sozinhas por cerca de 15 anos no mercado brasileiro de cartões, vêm intensificando os esforços para se desvincular da imagem de monobandeira.

Logo depois de encerrar o contrato de exclusividade com a Visa, a Cielo (ex-VisaNet) passou a aceitar em sua rede os cartões da MasterCard. Na semana passada, fechou uma parceria para passar a capturar as transações dos cartões de benefício Ticket no setor de alimentação.

Já a Redecard, que por vários anos foi a única credenciadora de MasterCard, passou a ter Visa em seu portfólio. Atualmente, tem parcerias para receber cartões de 19 bandeiras.

O esforço das grandes tem como objetivo não somente impedir a ascensão da GetNet, que chegou ao mercado com atrativos pacotes de isenção de tarifas em parceria com o Santander, mas também estabelecer um relacionamento mais estreito com os lojistas.

A norte-americana First Data, que se apresenta como a maior rede adquirente do mundo, avisou que pretende entrar no setor de cartões no Brasil. Especialistas do setor estimam a chegada de mais dois ou três competidores até 2011.

Os lojistas, que sempre reclamaram dos custos cobrados pelo aluguel de POS e das taxas por transação, agora comemoram. Para a Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL), muitos vão se desfazer de uma das grandes redes, já que não fará mais sentido pagar duas máquinas para fazer o mesmo serviço. Só com aluguel de POS, a entidade estima uma perda de receita para Cielo e Redecard da ordem de R$ 1 bilhão por ano.

Fonte:Jornal DCI

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