Novidades | 29/07/2010
Romi prevê que indústrias vão antecipar pedidos de máquina
As próximas eleições presidenciais devem antecipar as vendas das Indústrias Romi -líder nacional do mercado de máquinas-ferramenta e máquinas para plásticos- que seriam feitas no último trimestre.
Segundo o presidente da Romi, Livaldo Aguiar dos Santos, ainda não se tem claramente o posicionamento dos candidatos com relação aos investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para o setor. "Hoje o investimento do BNDES apresenta juros de 5,5%. Antes da crise, os juros que se cobrava era TJLP mais 4,5%, que hoje daria algo entre 10,5% e 11%", explicou o diretor. Ele acredita que, se todo mundo visualizar que esses juros voltem a esses patamares, provavelmente haverá um pouco de adiantamento de pedidos no 4º trimestre. "E isso fará com que a gente tenha um trimestre bom também."
Resultados
Ontem a Romi divulgou o balanço do semestre e, segundo Santos, a sensação que se tinha no começo de 2010 era de crescimento em termos de recuperação de crise, mas, diante da comparação trimestre a trimestre, verifica-se um crescimento normal para o tipo de negócio da empresa. Para o diretor, uma característica importante é a da sazonalidade de entrada de pedidos, bastante forte no segundo trimestre. "A expectativa é de um 3º trimestre bom, mas um pouco menor que o segundo em função do ciclo de negócio da Romi", diz Santos.
A Indústrias Romi revisou ontem ao mercado a sua perspectiva de faturamento para 2010. Anteriormente a previsão era de um crescimento da ordem de 20% a 30% em relação a 2009.
Agora a expectativa é de um crescimento em relação ao ano passado entre 35% e 40% da receita. Mesmo assim, o faturamento em 2010 com essa previsão ainda será um pouco inferior ao resultado de 2008, que foi de R$ 696 milhões, o que daria um faturamento entre R$ 640 milhões e R$ 665 milhões.
Retomada
Essa revisão do crescimento do faturamento em 2010 deve-se ao fato de que a empresa encerrou o segundo trimestre de 2010 com receita operacional líquida de R$ 167,6 milhões, valor 61,1% superior ao segundo trimestre de 2009. A sólida retomada da atividade industrial no País também se refletiu diretamente na entrada de pedidos neste segundo trimestre, com um crescimento de 81,3% sobre o mesmo período do ano passado.
Esse crescimento também foi decorrente do bom desempenho comercial dos produtos da companhia na Feira Internacional da Mecânica, ocorrida no mês de maio de 2010. A carteira de pedidos mantém-se consistente, com R$ 225,4 milhões neste segundo trimestre, um crescimento de 7,7% em relação ao trimestre anterior e de 133,4% em relação ao segundo trimestre de 2009, o que evidencia a recuperação da atividade econômica dos setores industriais. O diretor presidente da Romi destacou ainda que o índice de confiança do investidor no Brasil de 63,4% é bem maior do que nos anos de 2007 e 2008 demonstrando que o índice de confiança segue cada vez mais em alta garantindo segurança de investimentos. A Romi apresentou Ebitda (lucro antes de impostos, juros e amortizações) de R$ 23,7 milhões, valor 227,3% maior do que o obtido no mesmo período de 2009. No semestre, essa variação foi de 1.675,2%. O crescimento da demanda por bens de consumo levou a um forte aquecimento na receita de máquinas para plásticos, que teve um aumento de 86,2% em relação ao trimestre anterior.
Em relação ao insumo, a Romi disse que, na área de fundição, os produtos contam com ferro e sucata para a composição das máquinas. Quanto ao uso de aço, a empresa não tem sentido o impacto das altas desse insumo.
Fonte:Jornal DCI
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