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Novidades | 30/07/2010
Vale faz oferta pela Paranapanema para crescer na produção de cobre

A mineradora Vale deu mais um passo para se tornar uma das maiores mineradoras de cobre do mundo. Ontem, a empresa anunciou que publicará edital de oferta pública voluntária de ações (OPA) para a aquisição de até 100% das ações ordinárias de emissão da Paranapanema. Pelo negócio, o valor total que deverá ser desembolsado pela Vale será de cerca de R$ 2,010 bilhões.

Para o principal acionista da Paranapanema, o Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), a venda está nos planos dos acionistas. Segundo o presidente da Previ, Ricardo Flores, em junho deste ano, o fundo voltou a estudar a venda da sua participação na empresa. Antes disso, a Previ já haviam contratado o UBS para fazer a venda. "A Vale já analisou a compra anteriormente, mas o negócio não foi para frente por questões de mercado", afirmou Flores.

Maior acionista da Paranapanema, com 24% das ações, a Previ vê com bons olhos a realização do negócio. "Não é a primeira vez que essa possibilidade apareceu, mas ainda é preciso sentar e conversar com os outros acionistas antes de anunciar nossa posição sobre a oferta", afirmou Flores. Além da Previ, a Paranapanema tem como acionista o BNDESPar, empresa de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, com 17%; Petros, o fundo de pensão da Petrobras, que detém 12% das ações; e o restante diluído entre outros investidores.

O objetivo da Vale é adquirir 100% das ações da Paranapanema, que atua no setor de cobre desde a década de 1970 e hoje é líder em cobre refinado no Brasil, com 36% na produção. Ao todo, o pacote inclui a venda de cinco plantas industriais, sendo uma da Caraíba Metais (incorporada à Paranapanema em 2009); três da Eluma; e uma da Cibrafértil. A empresa não possui minas.

Para o analista da SLW Corretora, Pedro Galdi, a compra não significaria grandes transformações nas ações da Vale. "Para a mineradora, a compra da Paranapanema não resultaria em grandes mudanças em seus negócios. Mas é inegável que seria bom para o acionista da Paranapanema". Hoje em dia, a Vale tem capacidade de produção de 300 mil toneladas anuais de cobre, a partir da mina do Sossego, em Carajás (PA), além do cobre que é subproduto do níquel em Sudbury e Voisey Bay, no Canadá. Outra investida no cobre pela Vale é com o projeto na Zâmbia Konkola North, mas o plano segue parado pela resistência do sindicato dos trabalhadores locais.

A Vale divulgou, ontem, lucro líquido de US$ 3,705 bilhões no padrão contábil americano (US GAAP) no segundo trimestre, o que representa crescimento de 369% ante o mesmo período do ano passado. Na comparação dos dois intervalos, a receita líquida aumentou 95,3%, para US$ 9,930 bilhões.

A mineradora Vale deu mais um passo para se tornar uma das maiores mineradoras de cobre do mundo. Ontem a empresa anunciou que publicará edital de oferta pública voluntária de ações (OPA) para a aquisição de até 100% das ações ordinárias de emissão da Paranapanema.

Pelo negócio, o valor total que deverá ser desembolsado pela Vale será de cerca de R$ 2,010 bilhões.

Segundo o principal acionista da Paranapanema, o Fundo de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ), a venda está nos planos dos acionistas. O presidente do fundo, Ricardo Flores, reconheceu que o Previ voltou a estudar a venda da sua participação na Paranapanema em junho.

Fonte:Jornal DCI

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